Sugestão de aula
O bullying,
palavra de língua inglesa ainda sem tradução literal para o português,
constitui todo e qualquer ato de violência (física ou psicológica) que se
manifesta repetidas vezes de forma intencional e dissimulada. É geralmente
praticado por um ou mais indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir o
outo, o próximo ou o semelhante, que, por muitas vezes ser incapaz de se
defender, sofre continua e intensamente a agressão.
A
prática de tal violência contra o indivíduo, sobretudo no contexto escolar, tem
se mostrado cada vez mais comum, tanto que os alunos certamente já terão
informações a respeito. Entretanto, a recorrência do problema, não o exclui de
ser abordado em sala de aula; pelo contrário, é por causa disso mesmo que o bullying deve
ser um tema continuamente trabalhado, visando sempre à consciência dos alunos a
respeito dos inúmeros efeitos negativos decorrentes dessa prática.

Disponovel em
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=36136
Acesso em 20/04/2013
Acesso em 20/04/2013

http://bullying-tutambem-importas.blogspot.com/2011/02/v-behaviorurldefaultvmlo.html
Acesso em 20/04/2013
Analisem estas imagens e reflita sobre as perguntas.
Que elementos a imagem ressalta em seu centro e ao redor?
A que eles fazem referência?
Em que posição as figuras centrais se encontram?
Que tipo de relação entre elas pode ser depreendida a partir disso?
Por que as figuras estão representadas sem rostos?
Que efeito esse recurso confere à imagem?
Que cores predominam na imagem? Por quê?
Que efeito esse recurso confere à imagem como um todo?
Qual a crítica pretendida pela imagem? Que elementos comprovam isso?
O que pode ter gerado e o que pode gerar a atitude criticada pela imagem?
A imagem se mostra coerente com a realidade? Por quê?
Leiam e analisem este texto: “É difícil ser criança”, que foi publicado em uma das páginas do site Observatório da Infância(http://www.observatoriodainfancia.com.br/)
acesso em 20/04/2013
São Paulo, 4 maio 2008
É difícil ser criança
Psicóloga analisa as consequências de ser alvo de piadas e chacotas
Em todos os tempos se presenciou na escola, ou mesmo nos cursos complementares, alunos que são chacoteados pelos colegas o tempo todo com brincadeiras muito desagradáveis, fazendo com que estes não tenham a menor possibilidade de reagir ou mesmo reclamar. O escolhido do grupo faz de conta que não liga, brinca um pouco para disfarçar a vergonha, até pede para os colegas darem um tempo, mas nada adianta: ele é a bola da vez e nada pode mudar isso.
Revidar não adianta. Se o alvo da chacota se irritar ou reagir, a chateação vai aumentar ou mesmo piorar. Se ele fizer de conta que não se importa, o grupo vai "caprichar" na atormentação para provocar alguma reação. Esse comportamento é chamado de bullying.
O bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, repetidas e intencionais que ocorrem sem motivação aparente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro. Essas ações causam angústia e dor, e são mantidas dentro de uma relação desigual de poder através de apelidos, ofensas, gozações, provocações, humilhações, exclusão, isolamento, intimidação e perseguições. Além de tiranizar, aterrorizar e ferir o aluno por meio de chutes, tapas, roubos e outras ações de caráter violento.
A maioria das escolas negam que isso acontece em suas salas. Dizem que isso é coisa da idade, que os colegas só estão brincando, que não podemos levar a sério as brincadeiras de mau gosto. Claro que em muitos momentos os alunos são inadequados uns com os outros sem a intenção de magoar; as brincadeiras passam dos limites; os apelidos são carinhosos ou nem tanto, mas não ofendem de fato, e isso é coisa da idade sim.
Mas do que estamos falando é do apelido jocoso, da brincadeira que ofende e deprecia e que acontece todos os dias. Do prazer mórbido que os colegas sentem em maltratar o outro e de vê-lo sofrer e, com isso, se sentirem "poderosos" e "donos" do colega. Também da humilhação perante as risadas e da exclusão declarada dos grupos, que marca o ano escolar do começo ao fim.
Não existe regra definida para ser um alvo de bullying, todos são alvo em potencial. Basta marcar por qualquer diferença ou ter alguma dificuldade, ou mesmo, ser uma pessoa mais sensível.
Quem adota esse tipo de comportamento são normalmente aqueles indivíduos que dispõem de poucos recursos emocionais, não se sentem queridos, não têm uma família estruturada, se sentem abandonados e menosprezados, e esse modelo normalmente é aprendido com seus pais e parentes.
Para esses indivíduos, a prática do bullying é, de alguma forma, motivada pela necessidade de incluir alguém em sua realidade, mesmo que precariamente, pois não desfruta de um aparato atraente, tanto emocional quanto intelectual, para atrair e manter as pessoas ao seu lado de uma maneira positiva e honesta. Existe uma grande possibilidade de, na maioria dos casos, esse indivíduo se manter violento e infeliz e sem possibilidade de se relacionar adequadamente, podendo se marginalizar.
O que potencializa definitivamente uma pessoa a se tornar alvo é a fragilidade emocional associada à diferença de padrão. Estar fora do padrão exige um fortalecimento dos recursos emocionais para enfrentar as reações dos colegas e, muitas vezes, o indivíduo acaba sucumbindo e se abatendo, o que gera um empobrecimento de sua autoestima e o impede de procurar ajuda ou reagir. Com isso, a insociabilidade e a passividade aumentam, fazendo despencar tanto o rendimento escolar, quanto a frequência e o interesse na escola.
Este quadro pode levar os jovens a desenvolverem uma série de doenças emocionais ou físicas devido ao stress a que estão expostos diariamente entre elas: depressão, síndrome do pânico, gastrite, colite, asma, bronquites e distúrbios alimentares. Como podemos perceber, carrasco e vítima traduzem suas fraquezas em atitudes opostas estabelecendo uma relação de co-dependência aterrorizante. Essa situação vivida no ambiente escolar e de lazer é capaz de contaminar, ou mesmo, inviabilizar todos os desdobramentos que as relações grupais são capazes de favorecer como, por exemplo, as escolhas futuras e a profissão.
Para que esse tipo de conduta seja neutralizada nas escolas deve haver um esforço de pais e orientadores, pois os danos aos alvos são muito severos. Os pais devem avisar professores e orientadores se suspeitarem que seus filhos sejam vítimas do bullying e não devem permitir que a questão seja mal investigada ou sub-valorizada, pois é muito difícil para as escolas admitirem esta situação.
Aprendizagem é um processo muito difícil que deve promover a apreensão dos fatos, do conhecimento e da possibilidade de ser feliz e a vivência traumática não deveria fazer parte do pacote que contratamos na escola.
Silvana Martani.
Psicóloga especialista em obesidade Clínica de Endocrionologia
da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Disponível em: http://www.observatoriodainfancia.com.br/article.php3?id_article=419.
acessem o link/; http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm
Disciplina: Data: ___/___/___
Texto “É difícil ser criança.”

Roteiro de Questões
Orientações: O trabalho deverá ser realizado com base na leitura do texto. Deverá ser feito individualmente, para ser corrigido com o professor em sala de aula.
1. SINTETIZE com suas próprias palavras baseando-se na leitura do texto: O que é bullying?
2. A parir de sua leitura, EXPLIQUE: Por que o título “É difícil ser criança” está adequado ao texto?
3. Segundo a autora, numa situação de bullying, não adianta ao agredido fingir ou revidar. Por quê?
4. Algumas escolas negam a existência de bullying entre seus alunos. O que elas alegam?REFLITA um pouco mais sobre a questão: Por as escolas fariam isso?
5. Segundo a autora, que atitudes poderiam ser consideradas práticas de bullying?
6. De acordo com o texto, como se caracterizam os agressores? O que os motiva a cometer tais práticas? No final das contas, como eles podem terminar?
7. Segundo a psicóloga, como se caracterizam os alvos das agressões? Quais as consequências destas para eles?
8. De acordo com a autora, as consequências das práticas do bullying, tanto para agressores quanto para agredidos, não se limitam apenas ao contexto escolar. Por quê?
9. O que a instituição escolar, de acordo com o texto, deve fazer para conter as práticas de bullying? Essas medidas seriam válidas? Por quê?
10. Com base em sua leitura e em seus conhecimentos, que outras medidas poderiam ser tomadas para liquidar as práticas de bullying no contexto escolar?
acesso em 20/04/2013
Recursos Complementares
Sugestão de livros:
Bullying - Estratégias de sobrevivência para crianças e adolescente. Beaudoin e Taylor. Editora Artmed – Bookman 2007.
Bullying e Desrespeito: Como acabar com essa cultura na escola. Beaudoin e Taylor. Editora Artmed 2006.
Fenômeno Bullying Cleo Fante. Editora Verus 2005.
Bullying: como combatê-lo. Alessandro Costantini; Eugênio Vinci de Moraes (Tradução). Editora Verus 2007.
Diga NÃO para o Bullying. Aramis A. Lopes Neto; Lucia Helena Saavedra. ABRAPIA 2003.
Sugestão de filmes sobre o assunto:
Um grande garoto (About a boy - 2002)
Bang Bang Você Morreu(Bang Bang You Are Dead - 2002)
Tiros em Columbine (Bowling for Columbine - 2002)
Elefante (Elephant - 2003)
Preciosa (Precious - 2009)
Sugestão de sites sobre o assunto:
o http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml
o http://www.portalbullying.com.pt/
o http://www.observatoriodainfancia.com.br/rubrique.php3?id_rubrique=19
o bullyingportalprofessor.wordpress.com/
o http://www.diganaoaobullying.com.br/
o http://www.assediomoral.org/
o http://nomorebullying.zip.net/
o http://www.denunciar.org.br/
http://www.bullying.pro.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário